quinta-feira, 3 de maio de 2018

Índia, Jaipur

 
Já não me lembro como chegámos a Jaipur, provavelmente foi mais uma noite passada no comboio!
Jaipur é chamada "Pink city", e tem edifícios lindíssimos como este, o Palácio dos Ventos, que é apenas fachada com inúmeras janelas, construído para as mulheres poderem ver o que se passava na rua, já que não podiam andar nela... Em frente várias lojas, numa das quais pedi para me sentar num banco que estava ocupado com roupa para vender, ao que eles simpaticamente acederam! No final tive que fazer o sacrifício de comprar mais uma túnica...
 
 


Amber Fort fica fora da cidade de Jaipur, é um complexo com vários palácios e fortes com uma muralha que segue o relevo do terreno. Para subir até lá acima vamos sentados em elefantes, que vagarosamente nos aliviam do cansaço da subida. Tão vagarosamente que os vendedores nos continuam a assediar para comprar Tshirts, pulseiras, e tudo-e-mais-alguma-coisa, e vão baixando os preços à medida que subimos!


 

 
Para fazer este desenho também desalojei do seu posto o homem do telescópio, como se pode comprovar pela foto junta! Ele perguntou: quanto tempo? respondi, 15 minutos. E disse OK! Afinal foram 20, mas ele parece-me que esteve entretido...




quarta-feira, 18 de abril de 2018

Índia, Udaipur


Udaipur é conhecida como a cidade dos lagos. Fica no Rajastão, o estado onde se localiza o famoso Triângulo Dourado.
Chegámos de viagem e como o hotel ficava um pouco longe da cidade, fui-me entretendo a desenhar uma árvore (o desenho à esquerda ainda era do dia anterior em Ahmedahbad)...
 
 
 
...a menina que andava a varrer o jardim, vestida com roupas e cores maravilhosas! Isto é uma das coisas fantásticas da Índia, elas andam sempre bonitas com uma infinidade de padrões coloridos de grande beleza.
Ao final do dia visitámos Udaipur, e assistimos a um espetáculo de dança no interior de um palácio.
Claro que entre centenas de pessoas foi em mim que os mosquitos decidiram picar...
 



À noite foi tempo de jantar numa festa entre rotários locais. A comida estava muito boa, abusei um pouco, o que não se pode fazer na Índia enquanto o nosso corpo não está completamente habituado às mudanças...



De manhã visita ao palácio real e tempo para um desenho super rápido (enquanto os outros andavam de camelo, porque eu, nem morta...), do maravilhoso lago onde passeámos de barco ao pôr-do-sol.


quinta-feira, 12 de abril de 2018

Índia, o White desert

Não podemos imaginar o tempo iremos demorar a percorrer as distâncias na Índia se usarmos as nossas estradas como referência. Digamos que demoramos seguramente o dobro, se não o triplo do tempo!
De Ahmedahbad ao White desert demoramos aí umas 10 horas, num mini-bus apertado, durante toda a noite, quase que ia dando em doida. But that's India! E há que relativizar e entrar no espírito....
 
O White desert é um deserto salgado que fica no norte da Índia junto à fronteira com o Paquistão. A Tent City, um complexo com tendas, restaurantes, lojas que é montado e desmontado todos os anos, funcionando apenas alguns meses durante o inverno.
Há noite há espetáculos de música, dança, mas o ponto principal de atracção deste lugar é ir ver o nascer e o pôr-do-sol no deserto.





Nas lojinhas, irresistíveis as cores dos objectos de artesanato!


quarta-feira, 11 de abril de 2018

Índia

A Índia era há muito tempo um destino por mim muito desejado. Confesso que com um misto de receio associado ao fascínio de conhecer aquele país.
Ahmedahbad foi a primeira cidade que visitámos, pois é onde reside o Bhanu, que organizou esta viagem onde participaram rotários de diversos países: Hong Kong, Taiwan, Estados Unidos e Portugal.
   
 
 
Em Ahmedahbad quase não vemos turistas, mas vemos vacas, que são bem tratadas, e cães que são tão esqueléticos que até faz impressão!
Com um guia local percorremos o Heritage Walk, na zona antiga...
 
 
 
...visitámos o Sabarmati Ashram onde Gandhi viveu durante 12 anos. Que bonita a vista do rio, que lugar com tanto para contar!

 
 
 
Não é possível colocar no desenho desta rua, que parece calma e pacífica, o ruído dos carros, tuk-tuks e motas, o caos que é o trânsito na Índia. Já não falando na aventura que é atravessar uma rua! Mas vamo-nos acostumando, vamos começando a entrar no "mood"...
 

 
 
No hotel Marriott assistimos a uma cooking session, seguida de um almoço buffet fantástico que alguns do grupo não puderam apreciar convenientemente pois é fácil entrar em "má disposição" com as alterações alimentares... Eu felizmente estive sempre bem!


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Quando os meus desenhos...

se transformam em lenços de seda!

 
Um pórtico manuelino no Convento do Carmo...
 
 
 
um desenho feito durante um encontro de urban sketchers...
 
 
 
depois transformado em florão,
 
 
 
 
e a tomar vida num lenço de seda!
 
 

 
 
 
Foi no passado dia 18 de Dezembro que lancei a minha nova marca de acessórios, Fernanda Lamelas Arts, que nasce da minha paixão pelo desenho, pelos detalhes e pormenores do mundo que me rodeia.
Carmo, Rossio, Valverde e Neptuno, são quatro temas inspirados na cidade de Lisboa, mas mais temas e mais cidades no futuro virão! 
 
Os lenços de seda são os primeiros produtos, e já estão à venda online em www.fernandalamelasarts.com.
 
Espero que gostem!!
 

 

 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Vila Real

Verão, férias, tempo para ter tempo de desenhar sem tempo...
Um verão muito quente, de temperatura, de momentos também eles quentes, nem sempre pela melhor razão...
Mas assim é feita a vida, de um pouco de tudo, a nós compete conseguir ver e guardar o que merece ser guardado...
 
 






a almoçar no Mesa de Lemos

 
ou memórias de uma bela refeição!
 











sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

dois dias em Paris

 
Paris inspira...
No meu caderno cinza, dois desenhos propositadamente inacabados, como eu gosto...
"Usar o branco, sem ser da forma óbvia", estou sempre a dizer... o que não quer dizer que consiga fazer...







segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Santiago de Compostela, mais desenhos


Em Santiago de Compostela não faltam temas para desenhar! O difícil é escolher o nosso foco.
Mais dois desenhos, o primeiro no museu da Catedral, tentando captar a essência daquele espaço e do que está lá dentro, através de uma composição, e que foi o tema do workshop que orientei durante a Compostela Ilustrada.

 




O segundo na Praza da Inmaculada, em frente a uma das entradas laterais da catedral, com a sobreposição da silhueta do resto da praça.
Resultou um pouco confuso, mas é para isto mesmo que servem os diários gráficos, para fazer experiências que, como se pode ver, nem sempre correm bem...
Mas como tudo o mais fazem parte da nossa vida, por isso partilho.
E adeus Compostela Ilustrada, para o ano há mais, espero!


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Santiago de Compostela, no interior da Catedral

 
No interior da catedral em dois momentos, com alguns elementos do exterior adicionados ao primeiro desenho, numa tentativa de "salvamento" do dito cujo. Nestas situações lembro-me sempre do que dizia um amigo meu: Olhe que melhorando estraga!
 








quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Santiago de Compostela, nos comes e bebes

 
Porque também faz parte... e não desenhei as vieiras, as zamburinas, as gambas, o berbigão, o ligueirão... nem os petiscos todos que provei nestes dias.
Mas o marisco na Galiza é mesmo bom!
 
 







terça-feira, 28 de novembro de 2017

Santiago de Compostela, a ouvir Carmen de Bizet

 
Um dos primeiros momentos a desenhar em grupo, com um tema que é o favorito do espanhol Santiago Rios, orientador deste workshop, e que é desenhar músicos em actuação.
Foi durante o ensaio geral da Carmen de Bizet pela Real Filarmónica da Galiza, no Grande auditório de Santiago de Compostela. Em pano de fundo, um filme mudo, a Carmen, do Cecil B. DeMille, adaptado ao ritmo e duração da ópera.
 
Que momento maravilhoso e único, apesar da falta de luz para desenhar, de espaço para a tralha infindável que carrego sempre comigo, para já não falar do facto de que desenhar pessoas não ser bem o meu tema favorito.
 
No final larguei o caderno, só conseguia estar a ver e a ouvir, a deixar que a música entrasse em mim, me envolvesse e me comovesse, como fez...
 
 





 
 
 


"Carmen belongs to no man, she is free..."

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Santiago de Compostela I

 
8 de Novembro em Santiago de Compostela, para o início do Encontro Compostela Ilustrada.
Uma visita às "cubiertas" da catedral, onde a Teresa Ruivo iria dar o seu workshop durante o fim-de-semana. Muito bonita a vista, e entender mais da História daquele monumento. Não gosto de apelidar os meus desenhos de rápidos, mas este primeiro foi mesmo supersónico pois a guia não nos deixava parar, provavelmente por razões de segurança...
 


Depois no Museu da Catedral, já mais quentinha pois estava mesmo muito frio e chuvinha miúda no exterior, preparando o tema para o meu wokshop...




Detalhes do Museu e do exterior da Catedral, uma composição, no meu caderno A4 Stillman&Birn de folhas de 270 g.



domingo, 26 de novembro de 2017

O que resta dos fogos


 
Impressionante a área do nosso país que ardeu neste verão.
Percorremos ontem desde Tondela até Oliveira do Hospital, e uma sensação de tristeza e impotência invade-nos.
Desenhar pode ser uma forma de lembrar, uma forma de mostrar que não ficámos indiferentes e que não vamos esquecer.
 
 

sábado, 25 de novembro de 2017

Porto Covo, a igreja


Porto Covo, a igreja, enfeitada para as festas do 29. Lembro-me do meu pai e da alegria com que orientava (para não dizer mandava, porque ele gostava muito de mandar...), as operações de embelezamento do largo e da igreja. Sempre com o senhor Sobral, subiam e desciam a rua principal numa grande azáfama!
É bom recordar.



sábado, 18 de novembro de 2017

Porto Covo, na baía

 
 

Gosto dos reflexos laranja do sol nos barcos e nas águas calmas da baía ao fim do dia. Gosto de sentir a noite a chegar e saber que mais um dia luminoso virá amanhã. Gosto de poder estar assim tranquila a apreciar, a sentir, a viver este momento que é meu.
Porto Covo, Agosto 2017

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Fim-de-semana em Elvas

 
A vista do Forte da Graça sobre a cidade de Elvas, onde decorria o Festival Traço 17, um encontro de desenho com sketchers portugueses e alguns convidados estrangeiros.
 
 


Na esplanada dentro do forte a conversar com o César Caldeira, porque conversar também é bom...




À noite na Praça da República, estava mesmo muito calor. Foi o fim-de-semana dos grandes incêndios no centro do país.




Domingo de manhã, em dois momentos, numa dupla página. Depois o Gerard Michel sentou-se no meu lugar (desenho do lado direito) para me tentar copiar, mas acho que não conseguiu...




E porque nem só de desenho vive o homem (e a mulher...), em Estremoz, já de regresso a Lisboa ...